|
 |
O que há de lógica sob a confusão
O domingo foi de clássicos regionais disputados, de dérbis interessantes, mas a verdade é que a qualidade deste Brasileirão depois das dez rodadas iniciais é sofrível. A média de finalizações (13) e gols (2,5) é muito baixa; há excesso de erros de passes; os dribles escasseiam. Em outros termos, aquilo que se entende como futebol – passes precisos, dribles desconcertantes e chutes a gol – e especialmente como futebol brasileiro, de criatividade e objetividade, anda sumido. Em compensação, é difícil jogo com menos de 40 faltas e, mais uma vez, a confusão da tabela se dá pela carência de talentos.
Isso não significa ... (leia
mais)
|
|
 |
Relendo 1932
O historiador Marco Antonio Villa considera que o Movimento Constitucionalista de 1932 não foi devidamente analisado. Há sobre ele um “farto material pouco estudado”, como se o tema fosse irrelevante ou estivesse resolvido. O livro 1932 - Imagens de uma Revolução (Imprensa Oficial), a ser lançado na próxima terça-feira, demonstra isso. O volume é recheado de fotos inéditas ou pouco vistas e o texto de Villa vai contra o reducionismo que tem dominado nas leituras de uma guerra que teve 80 mil combatentes – o maior conflito bélico travado no Brasil no século 20.
Essas leituras se apresentam em duas abordagens: ... (leia
mais)
|
|
|
|

|
|
Desafinando
É curioso como a bossa nova é sempre lembrada como "tradução de época", como expressão de um período supostamente feliz e glamouroso em que o Brasil mostrou todo seu potencial para ser uma civilização-sem-os-problemas-da-civilização. Não resta dúvida de que 1958 foi um ano memorável, com o lançamento de João Gilberto, a consagração de Pelé na Suécia e todo um clima de otimismo em torno de Juscelino Kubitschek. E não resta dúvida de que as formas fluidas da bossa, do futebol-arte ou de Niemeyer foram e são influências poderosas, que marcam todos os criadores futuros por sua descontração, por sua leveza. Mas daí a ... (leia
mais)
|
|